Preciso fazer uma confissão, logo de cara: Tem horas que acho que vou enlouquecer por causa dos meus filhos.

E olha que eles são pura benção. Mas a demanda emocional da relação com eles e entre eles têm um peso enorme sobre nós. Sobretudo para as mães durante o confinamento.

Quem tem filhos e ainda não viu o tempo fechar em poucos dias que atire a primeira pedra. O recolhimento social por causa do Coronavírus tem sido um exercício constante de tolerância. Entre adultos e com as crianças.

Pra muitas mulheres, a vida se tornou um corre-corre entre trabalho remoto ou se vira nos 30 pra tentar honrar compromissos e manter a renda, tarefas domésticas, filhos pegando fogo dentro de casa, brigando entre si, com fome constante, além da neurose necessária com a limpeza de TUDO que entra em casa.

Quem vive hoje sem álcool em gel?

Longe dos quarenta dias da chamada quarentena – que tomara Deus não chegue nisso – essas quase duas semanas de recolhimento já trazem algumas lições. De 1 a 10:

Primeira: escola salva. Da ignorância e da insanidade.

#Homeschool, quem aguenta?! #Socorro

Segunda lição: aqueles 2 mil vídeos com atividades que recebemos pelo WhatsApp são incríveis (se é que você deu conta de ver), mas são impossíveis de realizar. Definitivamente!

Deixa para os chineses. Afinal, não tá dando nem pra acompanhar tanta mensagem nos grupos, que dirá executar.

Terceira lição: criança à toa come feito peão. É uma fome que não tem fim. Repete comigo, não tem fim!

Quarta lição: diante da comilança em fase de crescimento e do confinamento. Você até quer respeitar a ordem de evitar aglomerações e tem medo de estar na rua, mas não consegue escapar de um mercado de dois em dois dias. “Acabou, de novo?”, é uma pergunta constante.

Quinta lição: se antes você já lutava contra as telas, agora o negócio virou um MMA. Pra não pirar, sim, já estamos flexibilizando.

P.S: ainda não chutei o balde por completo do Fortnite porque cheguei em casa dia desses e parecia briga, só que online. Deve ser principalmente por isso que ainda me vejo prestes a enlouquecer na quarentena, na quaresma e, pensando bem, o ano todo. Eu odeio esse fortnite. #prontofalei.

Sexta lição: depois de tanto ajeitar a casa e fazer comida. No confinamento ou em qualquer outro momento da vida, você se dá conta do quanto vale e/ou do privilégio de ter uma ajuda profissional doméstica.

Então, agradeça. E valorize esse trabalho!

Sétima lição: Se as aulas não voltarem. As crianças vão ficar sem aprender. Fato, porque ter de administrar lição e aulas, além de todo o resto, é impossível.

Como diz aquele áudio já famoso daquela mãe anônima no zap: “Aqui em casa, em 7 dias, já se formaram. Vou dar férias para o pessoal!” Hahahaha.

Oitava lição: Se nem você tá dando conta de tudo, como é que vai exigir que o filho dê?

Nona lição: você não está surtando sozinha. Esqueça a maratona para o prêmio de mãe do ano, como diz minha amiga Ana.

Aliás, por causa do coronavírus, não vai ter nem a olimpíada de Tóquio este ano.

Décima lição: Não está fácil para você. Mas também não está fácil para as crianças.

Tenho repetido isso para mim e para eles com frequência.

Ontem mesmo, diante do caos, consegui preservar a minha sanidade e ainda sair melhor, orgulhosa por ter vencido mais um dia, apesar dos desafios constantes e dos pequenos surtos.

Estava diante de mais um episódio de briga e de gritaria entre irmãos que me fez dizer coisas do tipo:

“Os vizinhos vão achar o que da nossa família?” – como se isso fosse o mais importante;

“Eu não sei mais o que fazer!”;

“Vocês acham normal brigarem desse jeito?”.

Até conseguir respirar fundo e pensar, sem receita, em saídas para a tensão. Decidi, então, pedir para eles sugerirem uma solução para o problema da disputa da TV, já que eu mesma não sabia mais o que fazer.

E a solução veio.

E veio antes que eu me enganasse achando que a saída para não ter mais problemas seria comprar um televisor pra cada criança e isolá-las nos seus quartos/mundos, perdendo cada vez mais o controle da situação.

Na vida, e agora mais intensamente na quarentena, como diz uma outra amiga, a Lua, o mais importante será atravessar tudo isso sem perder a guerra pra insanidade. Pra aliviar, fico com essa, de mais uma amiga, a Ju:

“Mãe já está acostumada com o famoso: ‘vai passar’!”

Que passe a tensão e os problemas dentro das nossas casas no confinamento e todos os outros gigantescos que esse inimigo invisível trouxe para o mundo e, em especial, para o Brasil.

Sigo com a ciência e com fé em Deus.

*Vem pro @prisemreceita, no Instagram. Vem, gente!

Arte: @elliana_allon

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