Eu sei, muitas vezes você se pergunta se está sendo uma boa mãe.

E que está lendo esse texto, não apenas por estar “bebêtemática”. Você está aqui, e nas outras dezenas de páginas maternas, pois busca, a cada dia, informações para se aperfeiçoar como mãe.

Mas vou te contar um segredo: se informar é maravilhoso, só que NÃO é isso que a fará uma boa mãe para seu bebê.

Informação serve para ajudar a fazer escolhas conscientes e compatíveis com o que você acredita. E ponto. A partir daí, é o famoso “encher linguiça”. Isso porque, é no campo das emoções, no encontro dos corpos, no espaço onde as palavras não dão conta, que a mãe e o bebê se conectam.

Sei que estar à flor da pele, pode ser enlouquecedor. Mas é justamente esse estado que lhe permite entender as necessidades do seu bebê.

Existe um conceito da Psicanálise que explica direitinho essa história de ficar doida para maternar: a “preocupação materna primária”. Essa tal de preocupação é um estado psicológico que as mulheres entram, geralmente já no final da gravidez, em que ficam emocionalmente retraídas e desligadas das demandas da realidade. Parece doença, mas, na verdade, é só a natureza sendo inteligente mesmo.

Veja bem, como poderia uma mãe estar ocupada das questões da vida concreta, se logo terá que cuidar de um serzinho absolutamente dependente dela?

A mulher que se torna mãe, se modifica, psíquica e biologicamente, para deslocar todo o seu foco de interesses para o bebê. Ela fica num estado de sensibilidade exacerbada, inclusive sensorialmente, para poder traduzir e atender as necessidades dele.

E é ao se sentir LIVRE para viver essa experiência, que você aprimora sua função materna. É um paradoxo, pois o que seu bebê precisa é que você não se preocupe tanto em saber demais, em dar conta de tudo, em não errar.

A preocupação materna primária é, na verdade, é um despreocupar-se para se deixar OCUPAR pelo bebê. E ele não precisa que você entenda.

Ele só precisa que você seja você. Humana, falível e aberta a se entregar.

Se joga e confia. Seu bebê não tá nem aí pra teoria. Ele só precisa de uma mãe louquinha por ele. Ele só precisa de você.

CAMILA RAMOS @um.colo.para.mae, Psicologia do Puerpério, Saúde Mental.

Imagem via @mindful_mamas

 

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