Muito se fala sobre a alimentação durante a gestação e pouquíssimo sobre a alimentação no puerpério, veja aqui o que é isso. Mesmo entre as pesquisas científicas, é um período muito pouco estudado, o que cerca esse momento de mitos.  As várias dicas sobre alimentos que causam cólicas no bebê, que aumentam a produção de leite e a preocupação em retornar ao peso pré-gestacional podem ser fonte de estresse para a nova mãe.

Ciência e cultura alimentar

Cientificamente, não existe comprovação de alimentos que causam cólica no bebê. O ideal é a mãe observar se após a amamentação, o bebê sente algum desconforto e recordar a sua alimentação. Assim, se constatar uma associação de algum alimento e a cólica, pode evitar o consumo deste alimento por certo tempo. Mas vale ressaltar que as cólicas são comuns nos primeiros meses, pois o sistema gastrintestinal do bebê está se adaptando. Cada ser humano tem suas individualidades, pode ser que o bebê da sua amiga tenha cólica se ela consome feijão, e o seu bebê não tenha cólica se você consome feijão.

É importante você observar se certos alimentos te causam flatulências. Existem alimentos que aumentam a produção de gases em algumas pessoas, são eles: Feijões, grão de bico, soja e outras leguminosas, batata doce, ovo, repolho, alimentos integrais, batata, pães e outros. Já adianto, que as leguminosas em geral e arroz integral quando deixados de molho por 8 a 10 horas e colocado para cozinhar em uma água nova, reduz muito reclamações flatulência. Esse processo libera os fitatos presentes nesses alimentos, que são os responsáveis pela produção de gases, portanto, esses alimentos são mais facilmente digeridos.

Alimentação influencia a produção de leite?

Não existe comprovação científica também para a ingestão de certos alimentos e aumento da produção de leite. É importante que a mulher mantenha uma alimentação equilibrada e saudável durante esse período. A ingestão do aporte calórico necessário é importante, pois as necessidades nutricionais encontram-se aumentadas. O ideal é que a perda de peso não seja brusca e sim constante. Também que a mulher não faça privação alimentar para perder peso. Idealmente também seria fazer acompanhamento nutricional para verificar esse aporte calórico e perda de peso.

Acho importante ressaltar que algumas regiões têm suas particularidades em relação a alimentação durante o puerpério. Mesmo que não tenha comprovação científica, cabe a mãe decidir se ela vai seguir ou não as indicações do contexto que ela está inserida.

Mas então, como me alimentar?

Uma alimentação equilibrada e saudável, rica em frutas e vegetais, proteínas e boas fontes de gordura. Deve-se prestar mais atenção na ingestão de água. O recomendado é ingerir ao menos 2 litros por dia, associado com a ingestão de outros líquidos. Vejo a importância da comida caseira, feita com ingredientes frescos. Principalmente evitar a ingestão de alimentos altamente processados.

 

Contato:

Ana Carolina Bonelá – Nutricionista, Mestre em Nutrição e Saúde Pública.

Face: @bonelanc

Site: http://www.bonelanutricao.com.br/

 

 

Conversando com Casais em Crise

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