por Daiana Almeida

Quando o seu bebê prematuro nasceu ele parecia tão pequenininho, tão indefeso, quase tão impotente quanto você, que queria taaaaanto levá-lo para casa, mas ainda não podia.

As gotas mágicas

Ele dependia dos cuidados dos profissionais. Mas uma coisa só VOCÊ poderia fazer: usar o seu super-poder de produzir as gotas mágicas que foram tão importantes para a defesa, a recuperação e o crescimento dele.

Primeiro na sonda, na seringa e – depois de um tempo que parecia uma eternidade – direto no seu peito. Foi uma vitória e tanto, já que é muita a motivação, mas pouca a estrutura oferecida pelas maternidades para a manutenção do aleitamento.

Uma vitória

Mas você conseguiu! Agora é manter a amamentação, pois as recomendações de aleitamento exclusivo até seis meses e complementar até dois anos valem também para os bebês prematuros. Para ajudar nisso, algumas dicas:

– A ordenha que você já vinha fazendo para estimular a produção e para alimentar o bebê deve continuar até que a amamentação no peito já esteja completamente estabelecida, com o bebê se desenvolvendo a contento, sem a necessidade de complemento com fórmula. No início, a sucção dele pode ser mais fraca que o necessário para este estímulo, mas já já ele estará forte o suficiente para conseguir isso.

– A oferta do complemento, caso necessário, deve seguir as orientações do serviço de saúde, sem o uso de bicos artificiais (geralmente por copinho ou sonda);

– O contato pele-a-pele continua sendo importante tanto para a sua satisfação, quanto para a sensação de segurança e ótimo desenvolvimento do bebê.

– Durante a mamada, observe se está havendo efetividade, se o bebê está realmente engolindo. Caso não esteja verificando deglutição, observe se a pega está correta.

– Toque o seu bebê com afeto. Coloque uma música gostosa e promova sessões de massagens. Caso ele demonstre incômodo com o toque (talvez ela já tenha sido muito manipulado nos cuidados com a sua saúde), vá aos poucos, até ele aceitar o seu toque.

– Já falei sobre o contato pele-a-pele?

Amamentar não é fácil, a um bebê prematuro é mais desafiante, mas para ele, vale ainda mais.

Daiana Almeida – Psicóloga com formação em Análise do Comportamento e em Psicologia do Puerpério pelo Instituto Aripe. Facilitadora em Aleitamento Materno. Coordenadora do Coaracy Grupo de Apoio ao Parto. Podcaster de maternidade no GNH Podcast (www.gerandonovashistorias.com e @gerandonovashistorias). Ex-puérpera em recuperação. Mãe de Lunna (4 anos).

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