Apego seguro e imunidade emocional

Falamos muito atualmente sobre a importância do nosso sistema imunológico para nos defender de invasores e doenças que podem ser potencialmente fatais. Imagine agora que também possuímos um sistema imunológico emocional e que ambos os sistemas — físico e emocional — estão intimamente ligados. Essa afirmação nos faz pensar o quanto é preciso mais do que vitaminas para nos fortalecermos frente às várias ameaças que possam comprometer a nossa saúde.
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Segundo a Teoria do Apego, desenvolvida por John Bowlby, a necessidade central de nosso sistema imunológico emocional é a sensação de segurança que só existe no vínculo de apego.

A qualidade do nosso sistema imunológico emocional é medida através do afeto.

Nos sentimos bem com respeito a nós mesmos na medida em que nos sentimos parte de uma rede relacional afetiva; que nos vê, nos suporta em caso de necessidade, nos valoriza. Nos alimentamos de afeto como nosso organismo de vitaminas. Quando nos vemos ameaçados de perder o afeto de quem nos é caro, nossos sentimentos nos alertam que estamos em perigo. Quando um vínculo de apego se vê prejudicado, se produz tristeza, raiva e angústia. Em casos mais graves; ameaças leves ao vínculo de apego tendem a ser experimentadas como devastadoras ou desequilibrantes. Desse modo, a autoestima e o apego seguro estão intimamente vinculados à saúde física e emocional.

Pessoas com um senso de segurança adequado sabem que têm recursos internos e externos para o enfrentamento das situações difíceis. Não precisam ficar em pânico, pois conseguem, com alguma ajuda, identificar o que sentem; encontrar pessoas e profissionais em que podem confiar e receber auxílio sem tanta aflição.

Porém, quando os vínculos de apego são inseguros, a ansiedade pode se fazer mais presente, levando a pensamentos persistentes que nos levam aos piores cenários. Acreditamos que pode ser impossível pedir e receber ajuda, e tais pensamentos podem despertar mais facilmente a sensação de medo generalizado, diante da ausência de uma base segura relacional.

A terapia pode ser vista como um tipo de vacina

A presença de um terapeuta como uma figura que adota explicitamente uma posição de base segura — a fim de ajudar que os pacientes enfrentem os seus medos; revisitem sua história e construam novas formas de estar nas relações — pode ser considerada uma forma de reparar o sistema imunológico emocional que, a partir dessa troca, não precisará ser invadido de altas doses se estresse e poderá ter novas formas de estar nesse mundo, com seus anticorpos agora mais capazes de os defender na situação e medida mais adequada.

por Rachel Savir, psicóloga CRP 11/04348,  Rachel está no Instituto Aripe preparando no Curso de Teoria do Apego.

O curso “Teoria do Apego” foi desenhado para dar auxílio e instrumentalização a pessoas que se interessem pela especialização na Teoria do Apego e pela temática das relações interpessoais e vinculação humana.

O formato é acessível para qualquer pessoa, incluindo profissionais da área da Psicologia, que se interessem por esta temática. Em todos os nossos cursos, privilegiamos a comunicação aberta, com conceitos bem embasados teoricamente, sem renunciar à possibilidade de entendimento e diálogo.

O curso será ao vivo, em aulas online participativas, onde os alunos conversam com o professor a todo momento, esclarecendo dúvidas, trazendo histórias que ilustram conceitos, abrindo novas frentes de discussão, interpretação e entendimento.

Conheça mais sobre o curso da Teoria do Apego em: https://aripe.com.br/teoria-apego/

O Instituto ARIPE é uma plataforma de cursos online de aperfeiçoamento e aprofundamento profissional de psicologia, cursos complementares e educação continuada a distância para psicólogas (EAD), psicanalistas, terapeutas individuais, psicoterapeutas, psicopedagogas e interessados pelos assuntos.

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