Permanecer é escolha

Casar-se, juntar-se, entregar-se. A união entre duas pessoas já configura uma família. Mas, às vezes, apegamo-nos à ideia de que família é aquela de onde viemos. Claro, não deixa de ser, nunca deixará. Porém, escolher se unir a alguém é olhar para a família de origem e dizer para si mesmo: eu cresci. E crescer requer conhecer a sua história e integrá-la, sem negar, esquecer ou esconder nada de si mesmo.

No encontro com o outro…

No encontro com o outro, em uma relação afetiva, nos deparamos com aquilo que trazemos da família de origem e que é muito difícil abrir mão – valores, crenças, hábitos, dores, ausências, amor… Tudo o que compõe uma forma de conviver. Com-viver, eu escreveria, se pudesse, pois trata-se de escolher viver com alguém, sem abrir mão da própria identidade.

Essa é a grande batalha que cada pessoa carrega dentro de si, um conflito entre querer estar junto e querer que seja do seu jeito. Carregamos esse conflito para todas as nossas relações, incluindo a vida em casal. Para permanecer no relacionamento, é preciso escolher um novo jeito de viver, de com-viver. É preciso permitir-se experimentar ser diferente de quem se é na família de origem para que haja um encontro verdadeiro consigo mesmo. Assim, a vida a dois não será o lugar de compensar aquilo que falta (ou faltou), nem de repetir exatamente o que se recebeu.

Crescer significa abrir espaço para o novo.

Permanecer do seu jeito tende a ser mais confortável, a princípio, mas pode levá-lo a abrir mão da relação com o outro. Experimentar fazer diferente requer coragem, mas parece ser o único caminho para a transformação – e para o encontro genuíno.

Te convido a experimentar nas pequenas coisas – fale o que não falaria; demonstre o que sente, se normalmente guarda para si; diga não, se está habituado a dizer sim; ou diga sim, se é mais fácil para você dizer não. Experimente do seu jeito o que lhe cabe. Um passo de cada vez, guiando-se por seus sentimentos mais íntimos. Quando somos verdadeiros, convidamos o outro a ser também.

por Sel Bonassi, psicoterapeuta formada em psicologia pela Western Connecticut University em Connecticut, EUA, possui diversas especialidades na área psicoterapêutica. Ela conduz o Curso Espelho Meu Espelho seu, sobre Psicologia da Parentalidade.

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