Por favor, passa o sal?

Quando o Aripe me convidou a escrever debruçada sobre o tema “A terapia de casal na mesa” me lembrei de uma superstição que regra a maneira como devemos passar o saleiro para alguém sentado à mesa: acredita-se, em algumas culturas, que ao passar o sal durante uma refeição, devemos colocá-lo próximo da pessoa, mas nunca passar de uma mão para outra, pois isso anunciaria uma briga entre elas.
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Abrindo as portas para o diálogo.

Cresci com essa crendice rondando nossas refeições e, ao longo da vida, fui descobrindo que a forma como uma pessoa passa o sal na mesa é o menor dos problemas dentre as causas de um briga. Dentre os casais então é certo que regrar a maneira de passar o sal não evitará discussões. Talvez, um aprendizado importante desta crença popular, é de que as culturas ocidentais, em sua maioria, nos levam a evitar as discussões, esquecendo-se que as discussões podem abrir as portas para o diálogo.

Você pode discordar disso já que muitas vezes as discussões acabam sendo um grande revirar de lixo, cicatrizes de uma história juntos jogadas na cara um do outro. E neste sentido muitas vezes a raiva é quem opera nesse revirar de ressentimentos e a discussão encerra o diálogo.

Mas por trás da raiva, o que resta? Quais sentimentos sobram neste relacionamento?

Para que a discussão transponha a raiva, a terapia de casal pode ajudar fazendo um convite para sonhar um futuro: onde vocês gostariam de estar em cinco anos se fosse possível construir um futuro em que o chão não é o lixo? Que chão é esse? De que ele é feito?

Quando o casal consegue esperançar, pode sentir que não é mais necessário ficar voltando ao passado para representar o tamanho da dor acumulada. A ferida pode ser cicatriz e então o casal pode discutir sobre o que precisa acontecer ou construir para que se habite esse futuro. Não é sobre romantizar as discussões, é sobre confrontar o futuro sonhado com a realidade presente e avaliar as ressonâncias do confronto.

Verificar o que  a projeção traz de necessidades para o hoje, para o agora, amplia o olhar e traz outra perspectiva.

O futuro imaginado se torna balão de oxigênio para um casal que está brigando sobre o passado.

E isto traz energia e ferramentas para que seja possível respirar em meio a um relacionamento bélico, que não repousa o saleiro à mesa há um bom tempo.

por Renata Nacci, psicóloga e é aluna do Curso Fundamentos da Terapia de Casal do Instituto Aripe.

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