O tema que vamos tratar hoje é um assunto que está implícito nessa pandemia: a incerteza; que se faz presente no chão que nos foi retirado; na dúvida que nos assola; na perda de alguns critérios básicos da vida ou de algumas fundações da nossa existência. Enfim acontecimentos entraram no nosso caminho desde que a pandemia do coronavírus apareceu.

A incerteza é uma condição da vida, com a qual nós não lidamos de frente, e muitas vezes o quê que a gente faz diante da incerteza?

Nós tendemos a construir ilusões; construímos castelos, só que de areia e assim nós moramos neles. Essa nossa relação com a Incerteza, a partir da construção de uma ilusão, ou várias delas, faz com que durante muito tempo; se a gente mantém ações e pensamentos em cima dessas ilusões; elas por sua vez transformam se em verdades, e nós assumimos como tal.

Vou dar um exemplo, suponhamos que um de nós sempre tenha dito assim:

– Eu nunca vou deixar de visitar minha mãe, ela mora na mesma rua que eu, é só atravessar a rua e vou poder visitá-la a hora que eu quiser, sem problema nenhum.

Uma frase como essa tem base em uma percepção de certeza, que nunca vai se abalar e então vem o vírus e nos coloca em quarentena; coloca essa pessoa de quarentena na casa dela; a mãe dela na casa da frente de quarentena e impõe uma série de novos critérios para essa visita acontecer; inclusive assumindo os riscos inerentes a ela.

Então, na hora que nos deparamos com isso, nos damos conta de quantas certezas foram se esvaindo da nossa vida, assuntos e elementos da vida que nós achávamos que estavam garantidos.

E a maior incerteza que nos acompanha é como será esse o futuro?

Quando é que ele vai chegar? Esse tal o futuro pós-pandemia? O quê que vai acontecer com a minha vida diante dessas transformações do mundo? Da sociedade brasileira? Da minha família? Das minhas relações íntimas? Na minha relação do trabalho? Da relação do trabalho com o meu trabalho? Como a minha empresa está vendo a minha participação agora remota? A escola dos meus filhos, quando ela retornar, como é que vai ser?

Então todas essas perguntas estão apontando para um futuro que nós não sabemos muito bem como vai se apresentar. Essa Incerteza, que passou a ser a grande companheira dessa quarentena tem colocado as pessoas em crise.

A Crise pode aparecer exatamente por termos que nos acostumar com um elemento da vida, que é novo; assustador; que gera ansiedade; que gera uma percepção de que nós não estamos preparados para lidar com toda ela. Portanto, estudar sobre crise e se preparar para apoiar pessoas, que estão vivendo crise, neste momento da nossa vida, me parece essencial. Como uma forma de nós também nos prepararmos para esse futuro que está chegando. Afinal, também aconteceram incertezas em relação ao trabalho de quem trabalha com pessoas, veja como por exemplo, os médicos precisaram transformar sua assistência, vestidos, paramentados com todos os EPI`s; numa imagem meio futurista de filmes de ficção científica e isso tudo acontecendo no aqui agora.

Nós que trabalhamos com atendimento terapêutico, tivemos que virtualizar os nossos atendimentos, estar com as pessoas a partir da tela do celular ou do computador.

Muita coisa aconteceu e nós também tivemos as nossas crises.

Nós também estamos nos preparando para essa transição, que já está em curso de como a nossa vida vai acontecer. Então, a crise é no outro e é em mim.

Os nossos corpos todos estão “terremoteados”, abalados por essa crise. Então, estudar sobre isso é um convite que eu lhe faço; você que trabalha com pessoas; você que trabalha com assistência ao sofrimento humano ou você que trabalha com educação; você que está numa empresa e quer debater como está a estrutura emocional das pessoas, que estão trabalhando já há quatro meses remotamente ou que estão precisando voltar agora por conta das flexibilizações da quarentena.

Tudo isso é uma metáfora do que nós vamos estudar sobre crise: no Curso Intervenção em Crise. Eu convido você a estar conosco nessa nova iniciativa do Instituto Aripe; que é uma reformulação de um curso que já aconteceu em duas edições no início da quarentena; em que nós falamos muito do impacto da chegada do Corona Vírus e agora eu estou propondo uma possibilidade de nós falarmos sobre a Crise no amplo espectro; para aproveitar esse momento para nós aprendermos sobre ele:  como intervir sobre ele e também sob outras perspectivas de experiências de Crise que possamos vir a trabalhar.

por Alexandre Coimbra Amaral , Psicólogo. Terapeuta familiar e de casais. Palestrante, facilitador de cursos e workshops em todo o país. Andarilho, curseiro viajante, dialogante em exercício permanente. Crente no humano, na vida e nos vínculos de toda sorte.

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