Como começa uma Crise no Casamento?

É possível desfiar este novelo, chegar a um início, compreender a gênese de tudo e consertar o que já passou?

RECONSTRUINDO NOSSO CASAMENTO | Jornada Terapêutica para Casais com Alexandre Coimbra Amaral e Daniela Leal
INSCRIÇÕES ABERTAS: https://bit.ly/3erBG7K
*Para aqueles que estão em sofrimento por sucessivas crises no relacionamento conjugal e que buscam caminhos de reencontro.*

Eu imagino que você às vezes se sinta meio sem entender.
Como começou toda esta crise no meu casamento?

Vamos conversar sobre isso?

Em primeiro lugar, sinta aqui o meu abraço. Um abraço desses demorados.
Os abraços, ainda que por vídeo, podem ser sentidos, nós aprendemos isso na pandemia.
Eu quero abraçar não só você, mas as suas dúvidas e temores.

A crise de um casamento deixa a gente com medo, com perguntas sem respostas aparentes e com a sensação de desmoronamento.
Você merece todo o acolhimento pela dificuldade que isso representa para você.

Mas veja, a crise não começa do nada.
Ela tem uma origem, sim.

A CRISE

A questão é que esta palavra crise está no plural. São várias origens que dão forma a um estado de crise.
A grande crise conjugal é um terremoto que, antes de revelar tudo, vai se anunciando em pequenos tremores.
Essas são as origens.

Quais são os tremores que antecederam a sensação de que tudo desmoronou entre vocês?

Um casamento é um projeto que começa com uma foto.Os dois apaixonados, planejando uma vida juntos.

Quem era você e quem era a outra pessoa?
O que vocês conversavam ou guardavam consigo sobre as expectativas para a relação?

Os sonhos impossíveis no casamento começam com um certo conjunto de sensações onipotentes:

  • que vocês sempre estarão juntos, que a interseção entre os dois é eterna,
  • que a capacidade de conversar sobre qualquer coisa deixa tudo mais simples, e sobretudo que o amor que eu sinto pode mudar o outro.

Eu citei aqui apenas alguns enganos que se somam, na construção de um futuro para a relação.

Mas você é capaz de pensar um monte de outras ideias que foram sendo erguidas silenciosamente, no coração e na cabeça de cada um dos dois.

As conversas passaram a ser, portanto, sobre as frustrações das expectativas que cada um tinha sobre o outro e sobre o projeto de relacionamento.

E qual foi a sua história de conversar sobre frustrações?

Você fez parte de uma família que te escutava ou que dizia para você engolir o choro?
Que validava o seu pesar por ter perdido um brinquedinho “por sua culpa, eu avisei”, ou até mesmo que acreditava que você estava manipulando?

Quando você era adolescente, você conseguia conversar com as pessoas mais íntimas sobre suas dores?
Ou aquilo era “coisa de adolescente”, “uma fase, daqui a pouco passa”?

CICATRIZES

Como você foi crescendo, imagino que vieram junto estas cicatrizes sobre o ato de conversar. E isso você levou para o casamento, e seu parceiro ou sua parceira também.
O casamento é um encontro destas percepções sobre o ato de conversar.
O amor romântico não fala nada sobre isso, mas isso é papo para um outro vídeo.

Por enquanto eu quero te dizer isso: a crise conjugal nasce da frustração de expectativas sobre o outro, sobre a relação amorosa, sobre a possibilidade de mudar o parceiro, sobre a capacidade de resolver
magicamente as rusgas entre os dois porque há muito amor envolvido.

O amor e a paixão são ótimos combustíveis para o casamento, mas a capacidade de conversar sobre as frustrações é parte desta bela aventura.

Aqui, estaremos juntos conversando sobre muitos aspectos da crise do casamento, e da reconstrução possível para uma história tão importante para você como essa.

A gente se vê, sempre. Até mais!

Por Alexandre Coimbra Amaral, Psicólogo, Mestre em Psicologia pela PUC do Chile Terapeuta de Casais, Famílias, Grupos e Comunidades.
Psicólogo do Programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Rede Globo. Colunista da Revista Crescer (Editora Globo) e do Portal Lunetas (www.lunetas.com.br).