Comunicação nas relações familiares

A forma como comunicamos é determinante para o resultado que conseguimos enquanto colaboração ou resistência, autoridade ou respeito.

De que forma nos comunicamos?

Se eu lhe disser que na maior parte das vezes  estamos reagindo e não agindo você acredita?

No post anterior A conexão – o lugar que você ocupa em sua família;  falamos que a forma como educamos nossos filhos é uma reação àquilo que recebemos dos nossos pais.

O que nos leva a crer que vivemos reagindo. Assim sendo, a reação é instintiva e pouco consciente, muitas vezes impulsiva. Ela nos arma e nos deixa pronto para atacar. Por isso acabamos sem querer e sem perceber colocando o outro diante de uma ameaça.

Já se sentiu ameaçado? E o que você fez? Fugiu? Se fingiu de morto ou atacou?

Essas são as reações instintivas, um animal ameaçado ou foge ou se finge de morto ou parte para a luta. Somos assim também e por isso falamos as coisas 8 vezes e não temos resposta, gritamos e somos ignorados, pedimos e recebemos gritos.

Você já falou com alguém que não respondeu?

Experimenta entrar na experiência da pessoa e se comunicar a partir dali. Vou te dar um exemplo:

“Uma criança ou um adulto quando está vendo televisão e você tenta falar com ele, qual é a chance dele responder? Agora, experimenta chegar perto perguntar algo sobre o programa, quanto está o jogo, quem é esse personagem, o que está acontecendo, o que ele está assistindo e depois vê se ele não te responde.”

Vivemos um circuito de reações.

A comunicação saudável precisa ser sustentada pelo adulto e então pode ser mantida pela criança. Se não estivermos conectados com quem estamos conversando, a coisa não acontece.

Esse é um tema que vai além do universo pais e filhos, um tema que poderá nos ajudar em todas as relações.

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por Sel Bonassi, psicoterapeuta formada em psicologia pela Western Connecticut University em Connecticut, EUA, possui diversas especialidades na área psicoterapêutica.