Além de ser uma expressão artística, seus movimentos promovem benefícios para o corpo e para a mente.

De ritual para ‘chamar’ a chuva aos grandes teatros de todo o mundo. Dançar é algo inerente à alma humana e está presente desde os primórdios da nossa história. Quem nunca sentiu vontade de se movimentar ao ouvir uma música? Mais que uma expressão artística e cultural, a dança tem o poder de transformar realidades, além de, também, ser uma atividade lúdica que traz ao praticante uma série de benefícios físicos e psicológicos.

Um dos expoentes da dança moderna e contemporânea do Brasil, a bailarina e coreógrafa Suely Machado, diretora artística do Grupo de Dança Primeiro Ato, presenciou, nos mais de 30 anos de experiência na produção e fomento da arte, seu poder transformador. Além do grupo profissional, ela trabalha com a formação de bailarinos no centro de dança do grupo e em projetos sociais.

“Quando você dança, você pensa, se movimenta, desenvolve a sensibilidade, oxigeniza o corpo, libera as toxinas do prazer, ganha consciência do seu movimento, exercita o esqueleto, reduz a ansiedade, melhora sua percepção do espaço, da natureza, trabalha a concentração, sua expressividade, a respiração, o pulmão, o fígado, o intestino, as cordas vocais… É uma ferramenta de transformação, de conhecimento do corpo, consciência do toque, do olhar, da escuta”, enfatiza a artista.

Deixe a vergonha de lado, sinta a música fluir no seu corpo e liberte-se. Dançar é remédio para o corpo e para a alma. Pode ser sozinho em casa, na pista de dança ou em uma academia. É uma atividade lúdica e prazerosa para pessoas de qualquer idade, além de contribuir para a saúde física e mental.

Dançar é muito mais que uma escolha profissional ou paixão, para Suely Machado, cofundadora e diretora artística do renomado Grupo de Dança Primeiro Ato. É uma ferramenta de autoconhecimento, de sensibilização e transformação de realidades. A coreógrafa estimula qualquer pessoa a se descobrir na dança. Não importa a idade, classe social, peso, origem. É uma das expressões artísticas mais democráticas que existem. Além de todos os benefícios físicos, a atividade desenvolve a sensibilidade, convívio em grupo, contato com culturas diversas, consciência corporal e espacial e coordenação motora. É, ainda, momento lúdico e de relaxamento.

E nem adianta vir com a famosa desculpa de não saber dançar: “Existe a pessoa que tem dificuldade de ritmo, a pessoa que é mais tímida. O famoso desajeitado. E se você pegar esse desajeito e colocar em uma música, você vai criar uma dança muito própria com ela. Não existe não saber dançar. Porque até o seu ‘desengonço’ pode ser uma dança muito bacana. Cabe a cada um ter a coragem para se lançar nesse desafio, como para qualquer outra coisa na vida”.

Quem dança, seus males espanta. A adaptação do ditado popular faz todo o sentido. Além de colocar o corpo em movimento, a atividade traz uma série de benefícios para a saúde fisiológica e mental. Geralmente realizada em grupo, pode ser uma boa opção de exercício físico para quem não se adapta à academia ou outra prática esportiva, promovendo também o convívio social e alívio das tensões do dia a dia.

Tonificação muscular, melhora na capacidade cardiovascular, conscientização corporal, flexibilidade, socialização, combate ao estresse. Essas e outras qualidades atraem a cada dia mais pessoas às aulas de dança. De olho no mercado, e buscando quebrar a monotonia das salas de musculação, as academias já inseriram a dança em suas grades, com variada opção de estilos aliados à ginástica. A moda recente da zumba é um exemplo disso.
Um grupo de estudos da pós-graduação em ciência da saúde da Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizou a pesquisa “Efeito da terapia por dança na pressão arterial e capacidade de exercício em indivíduos com hipertensão: revisão sistemática e meta-análise”, constatando os benefícios da atividade no controle da pressão arterial. Os responsáveis pela análise são Lino Sérgio Rocha Conceição, Mayra Alves Soares do Amaral, Paulo Ricardo Saquete Martins-Filho, Vitor Oliveira Carvalho e Mansueto Gomes Neto.

“Para o grupo específico que analisamos, a dança gerou resultados significativamente positivos, reduzindo a pressão arterial de indivíduos hipertensos. Além da melhora em termos cardiovasculares, também traz benefícios sociais e psicológicos, pois é uma atividade realizada, geralmente, em grupo”, avalia Lino Sérgio Rocha Conceição, que é fisioterapeuta. Para a análise, o grupo fez levantamento de várias pesquisas em todo o mundo relativas à dança como alternativa terapêutica e comparou os dados para chegar a números mais robustos acerca do assunto. “Evidenciou-se, também, melhora na capacidade física desse indivíduo submetido a terapia por dança”, completa Conceição.

 

Por Gustavo Perucci, em Uai

Adaptado por Instituto Aripe

Texto disponível em: http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2016/08/01/noticias-saude,189850/danca-e-opcao-de-atividade-fisica-para-qualquer-idade.shtml

 

 

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