por Lorena Bassi Capucho, aluna da 1a Turma da Formação do Método Dance Mãe e Bebê.

Um dos grandes desafios que os profissionais, que trabalharam com gestantes e mãe no puerpério encontram, é proporcionar a está mulher um ambiente seguro onde ela possa entrar em contato com suas emoções e estar de fato no presente: não na ansiedade do futuro, nem nos medos do passado, mas no aqui e agora.

Infelizmente ainda hoje encontramos a idealização da “mãe perfeita” e com isso nem todas as mães conseguem entrar em contato e afirmar o que estão sentindo e vivendo. Surge então um verdadeiro “vazio”, uma impotência diante a tantas opiniões e receitas.

Somos todos “recém-nascidos”.

E nesta “dança das cadeiras”, somos convidados a desempenhar novos papéis e nos deparamos com uma nova realidade onde somos todos “recém-nascidos”.

Um dos possíveis efeitos destes “não ditos” ou melhor deste excesso de “receitas” é a manifestação de quadros relacionados a ansiedade ou a depressão pós-parto. Muitas vezes, vindos de um sentimento de impotência ou até mesmo da sensação de uma maternidade furtada.

E como colocar isso em movimento?

Como elaborar estás questões?

Quando pensamos na dança, logo nos vem à mente a palavra movimento.

Movimentos que falam ou expressão nossas ações e nossos sentimentos.

Dançar é dar forma ou vazão a algo. E deixar fluir no corpo algo que se sente e que, por vezes, não se pode nominar. Os nossos movimentos falam de nossas histórias, nossas magoas, nossas dores e também das nossas marcas.

Para alguns dançar é “saúde”, para outros um “estilo de vida” e para outros é “terapêutico”. Dançar proporciona flexibilidade, autoestima e também autoconhecimento. É uma forma de dar voz ao corpo e as nossas emoções.

Se pensarmos desta forma, podemos compreender a dança como um instrumento de intervenção terapêutica. Visto que através da dança podemos impulsionar mudanças e potencializar sentimentos.

Dança a Arte do Movimento

A dança é a arte do movimento. É a arte da vida. É uma forma de ressignificar dores. A dança é uma forma de dissolver medos e liberar o fluxo do encontro: como você mesma, com sua forma de maternar e também com seu bebê.

É nomear o vazio, para que assim essa mulher agora mãe possa se sentir acolhida em seus medos e inseguranças. Degustando o real sentido da maternidade, com seus sabores e dissabores. Gerando assim, uma potência de vida e encontro.

Que tal experimentar esta ferramenta terapêutica?

Este é um convite para libertar-se das garras que aprisionam os seus sentimentos.

É um convite para que você possa descobrir a força das suas asas.

Para que você confie na sua essência. Para que possa sentir.

Para que possa compartilhar experiências com outras mães e relembrar sua potência de vida.

Dance, faça desta experiência uma forte de autoconhecimento, presença e vínculo.

Renasça deste casulo. Mergulhe nesta nova fase. Viva. Seja presença. E acima de tudo acredite em você.

Lorena Bassi Capucho, Psicóloga,Tutora do Método Canguru, Educadora Perinatal.
Pós-Graduada em: Psicologia Hospitalar, Psicanálise e os Desafios da Contemporaneidade, Gestão em Saúde, Psicologia Infantil, Neuropsicologia e Facilitadora do Método Dance Mãe e Bebê.

FORMAÇÃO DANCE MÃE BEBÊ

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