Sinto que estamos sendo convidados a uma auto reflexão, a revisitar nossas crenças, medos, expectativas, projetos de vida e relações.

No momento em que o mundo está parando, uns continuam com suas rotinas de trabalho, rotinas no lar, desejando ter pausas para se recolher, descansar, fazer aquilo que “não tem tempo para fazer”; outros, estão reclusos nos seus lares, com nova rotina, sem os momentos de fuga nas saídas e encontros, mas ainda assim, não estão em pausa.

As mães e pais, quantas vezes desejaram estar mais tempo com seus filhos ou quantas vezes não se desejou fugir dessa rotina e ficar sozinhos para ter um tempo para si?!

Nesse momento de abrupta necessidade de readaptações, mães choram pela ausência dos seus filhos, pois precisaram ser isoladas dos seus; outras, enlouquecem com a rotina 24h para entreter crianças que estão borbulhando energia.

E nos deparamos com uma situação já conhecida nossa: nunca estamos satisfeitxs.

É tempo de parar, respirar e aproveitar aquilo que a vida está clamando para que vejamos. O mundo precisa ser transformado e a dor, inevitavelmente, é um elo desse processo.

Não é fácil e pode parecer injusto! Por isso, o momento de olhar para dentro de nós e encontrarmos as nossas forças e sabedorias. Olhar de frente os nossos vazios, faltas, falhas… .

Tanto se fala do mal atual que é a tecnologia que nos afasta, os celulares sempre a mão, as redes sociais e o infinito contato com o externo.

É tempo de se aquietar, de transmutar, de rever os atos e relações. A falta que sentimos de quem está longe, o cuidado que estamos tendo uns com os outros. O medo de perder nossos amores. A imposta situação da convivência diária, sendo testado todos os limites.

Tempo de permitir os vazios, as ausências, sem a necessidade de a todo tempo “ter que” fazer algo.

Deixe o vazio, deixe o silenciar mostrar o seu poder. A criatividade surgir, os insights brotarem, o silêncio interno aparecer, e poder sentir a respiração, ouvir o coração, perceber o corpo, a alma cochichando no ouvido aquilo que não temos podido escutar.

Acalme o coração! Permita-se viver dia após dia e ser grata(o) pelo hoje!

por Thaís Miranda –@maeconsciente

Imagem:  @josephine_neubert_fotografie

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