por Débora Brandão.

Quando a mulher ocidental se torna mãe recebe prontamente um tratado sobre o papel materno. Este, nos tempos pós-modernos, está não somente em manuscritos com variadas teorias, mas também ao alcance das mãos numa tela smart, com velocidade que o tempo do “tornar-se” mal pode acompanhar. Está sobretudo nas sutilezas dos rituais: nos olhares, nas frases milenares, nos movimentos… na cultura.

Maternidade Idealizada

Em meio aos desencontros entre o que ela vivência e o que se espera dela, a maternidade idealizada traz a culpa como companheira amarga.

A realidade experimentada no lugar que ela ocupa agora muitas vezes é sentida com pesar de fracasso, como se diante da maternidade real só lhe restasse “entregar o jogo”.
Mas há um “lugar” na maternidade possível que é muito POTENTE.

Maternidade Possível

A maternidade possível oferta a vulnerabilidade fértil, uma dimensão em que você (mulher) pode se refazer, e CRIAR.
Lá, não é preciso a perfeição, não é preciso a mãe perfeita; é necessário a mãe suficientemente boa, e está ótimo.

É nessa dimensão de verdade, de prontidão, de interesse genuíno, de tentativa e erro, que nos constituiremos mães, pais e cuidadores HUMANOS; e que poderemos evoluir. É nessa dimensão que vivenciaremos as relações empáticas e a compreensão de si, do outro, e da nossa realidade única, e que criaremos soluções para os nossos desafios. No lugar da perfeição não há espaço para a busca, para o novo. Na preocupação da perfeição automatizamos, reproduzimos; inclusive, os padrões que não queremos mais perpetuar.

O vazio do possível

Se você quer encontrar para suas relações de parentalidade caminhos outros que aqueles arraigados às crenças antigas, aventure-se no vazio do POSSÍVEL. Fique ali, nesse tempo, permita-se a dúvida, permita-se “não saber”, permita-se o silêncio e a espera. Os erros são possíveis ao crescimento, ao “tornar-se”. Não há pressa, não há urgência. Quando nos colocamos REAIS há sempre tempo e momento para se refazer, para tentar outros caminhos, para reparar.
Você é a mãe que pode ser. Que ótimo!

Débora Brandão, Psicóloga de Maceió/AL, aluna do Curso Psicologia do Puerpério do Instituto Aripe. Gostou do texto entre em contato com ela: erekoapoioaopuerperio@gmail.com

Imagem:Anna Kazni

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1 Comentário
  1. Seníria de Freitas Noggi 4 semanas atrás

    Lindo. Bem completo e pensador nós sentimentos aonde a mulher se encontra com seus anseios ecn2dos . Conquistas e realizações suas vitórias e fracassos reajustados. Para a cada dia ter fé e confiança em um novo amanhecer.

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