por Kely Varela

Que horas são agora?

Provavelmente 2 horas da manhã. Você acordou para acalentar o filho que chora. Pode ser filho bebezinho, pode ser com 3 anos, 7 anos ou até mesmo com 15.
Ah, pode ser que você estava madrugada a fora acordada preocupada com o filho que não chegou ainda da balada.
Ninguém sabe que você não está dormindo… ninguém sabe que você está dedicando seu tempo para seu filho.
Pode ser 7 horas da manhã e você levanta depois de tirar uns cochilos. Vai sair trabalhar ou começar a rotina de trabalhos de casa.E ninguém sabe como de fato você está se sentindo.
Se fica em casa na correria de preparar refeições, fazer lição, arrumar a casa, cuidar da roupa, dar banho, levar para a escola, dar uma geral na louça, colocar o outro filho para tirar um cochilo ou simplesmente ficar a tarde toda com o bebê grudinho no colo… é vista como Madame que tem boa vida e que não faz nada o dia todo.

Ninguém percebeu que você não sentou…

Que você não comeu a sua comida…
Que perdeu a paciência com um dos filhos e se sentiu a pessoa mais culpada do mundo…
Ninguém notou que você estava com dores nas costas de tanto embalar o pequeno e com dor de cabeça de tanto cansaço.
Se você foi para o trabalho, vão dizer que você é a mãe desnaturada que deixa o filho aos cuidados de terceiros.
Que não vai ver ele crescer. Ninguém sabe como seu coração e sua cabeça estão apenas pensando no filho que ficou meio febril na escola…
Ninguém pensou em como você foi trabalhar com muito sono…
Ninguém sabe que na sua hora de almoço você correu comprar o remédio que faltava, fazer o mercado para a hora do jantar…
Ninguém viu você saindo correndo para pegar o ônibus lotado para pegar o filho na escola e chegar em casa exausta e ir direto para o fogão preparar a refeição do filho.
Ninguém viu você dando conta de dar banho, contar história, brincar, fazer dormir e sair do quarto na ponta dos pés para continuar trabalhando enquanto eles dormem.

Ninguém viu nada disso.

Ninguém ofereceu ajuda! E o ciclo de mais uma noite se repete… e o acúmulo de cansaço cresce… e você vai deixando de ter sanidade…
E ninguém vê isso… Ninguém estende uma mão…
Espera… Pode ser que nenhum adulto faça isso…
Mas certamente aquele por quem você faz tudo isso está te olhando.
Ele não sabe dizer que está grato por todo esse empenho e amor…
Mas ele demonstra que está vendo tudo isso através dos abraços que te dá… através dos beijos que te dá… através dos olhares e sorrisos que te dá em qualquer lugar e hora do dia!
Texto – Kely Varela
Imagem: Elliana Allon

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