por Rayhara Oliveira

Antes do bebê chegar, segundo risquinho do teste de farmácia,ok! Beta hCG positivo,ok!

E é dado a largada pra um mar de intensas emoções e dúvidas. Os pais sonham com o futuro do bebê antes mesmo dele nascer.

No namoro já planejavam quantos filhos teriam e até quem vai dar o nome se o bebê for menino ou menina.

Alguns já até questionam a profissão. Será que vai ser engenheiro igual o pai? “Engenheiro?” A mãe tem certeza que vai ser um grande músico clássico.

A sociedade exige que seu filho seja extremamente inteligente, que esteja sempre em primeiro lugar, não há tempo pra perder .

Estar na melhor escola, ter os melhores cursos, ser bilingüe, é requisito primordial para quem quer ter êxito e conquistas garantida.

No esporte, deve estar sempre em destaque, e se couber dia no tempo, por que não fazer aula de piano?

Os pais são sufocados pelas expectativas que o mundo deposita em seus bebês. E é nesse sufoco singular que despercebidamente dons incríveis vão perdendo forças.

Cada dia os pais mergulham intensamente em suas profissões, trabalham um pouco mais, hora extra, hora extra, até não conseguir pegar seu filho acordado quando chega em casa depois de mais um dia exaustivo.

Planejam pagar uma faculdade no exterior pro bebê que ainda nem chegou.

“Ele vai viajar o mundo, gostar de novas culturas, ouvir boa música, vai ser um grande homem , uma grande mulher, realizados profissionalmente, vão conquistar todos os seus sonhos.

Nos frustramos, nos enchemos de ansiedade, de agonia e expectativas. Colocamos sobre os ombros dos nossos bebês um peso sem medida, um fardo impensado.

Choramos escondidos por achar que não vamos dar conta de realizar os sonhos que não são nossos. Queremos vencer, não ser o melhor para eles está fora de cogitação.

Às vezes pensamos em desistir dos desafios que decidimos lutar por eles. Mas a verdade é que os filhos nunca exigiram nada que fosse além do amor de seus pais.

É sobre encontrar o calor do seio de sua mãe ao nascer. É desejar os braços quentinho e cheio de amor do papai na madrugada.

Só querem que suas gargalhadas banguelas, sejam retribuídas com um sorriso cheio de ternura da mamãe.

Vão amar descobrir os pezinhos e logo saber que são deles. Será que existe lugar mais seguro que o amor infinito da vovó e as brincadeiras do vovô?

Os bebês querem mergulhar na segurança do olhar do pai ao segurar suas mãozinhas no desafio dos primeiros passinhos. Querem crescer sentindo o cheiro do almoço preparado com tanta dedicação, e exclamar com toda a certeza do mundo “ minha mãe faz a melhor comida do planeta terra!”

O que eles precisam, parece pouco demais pra nós. É pequeno demais pro mundo. Pode ser encontrado dentro de um abraço apertado, dentro do coração de seus pais.

 

Antonia Rayhara Oliveira Pacheco Kuniochi, 26 anos, casada, mãe do Nicolas de 7 meses, graduada em psicologia, de São Luís-Ma. E é aluna do Curso Psicologia do Puerpério do Instituto Aripe.

https://www.facebook.com/rayhara.oliveira

www.instagram.com/rayolli

 

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