Um pouco de história para o mês de março…

O dia das mulheres representa uma memória de luta que remonta desde o final do século 19. Organizações femininas já protestavam por melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum durante a Revolução Industrial. A busca por uma data anual para a celebração dos direitos da mulher tinha como objetivo honrar as lutas femininas e apoiar o sufrágio universal.

No dia 08 de março de 1917, durante o protesto das operárias russas conhecido como “Paz e Pão”, a data consagrou-se e em 1921 foi oficializado como Dia Internacional da Mulher. Esse dia é um evidente marco histórico para nos firmar no contexto de luta por igualdade de direitos, ainda com longa história pela frente.

As Mulheres em um Novo Tempo

Mas, nesse ano, o “mês das mulheres”, as próprias mulheres, me inspiram de uma maneira muito mais amorosa e otimista. Porque tenho vivido, tenho visto a transformação. A experimentação prática de tudo o que se almeja em uma irmandade feminina.

Sabemos que as mulheres devem se unir. Sabemos que devemos seguir em caminhos de luz e sombra, em que respeitamos essas duas faces e sejamos capazes de acolher as outras mulheres, que nos refletem.

Sabemos que já não cabem velhos sentimentos de disputa, inveja, julgamento. Muitos são os livros, muitos são textos que circulam na internet conclamando atitudes de respeito e perdão. Percebo um movimento lindo, crescente, florescente, de feminismo crítico, de círculos de mulheres, rodas de irmãs.

As Mulheres em um Novo Espaço

Mas o que me motiva nesse momento a compartilhar essas palavras é a percepção de que esse movimento se expande! Não é muito difícil se enxergar no reflexo de outras mulheres de idade parecida, mesmo grau de instrução, mesmo grupo de convívio. Enfim, não é muito complicado amar as semelhanças.

O grande desafio é transcender as diferenças, respeitar e acolher todas as mulheres, sem distinção de idade, classe, credo, cor. Ir ao supermercado e tratar a moça do caixa com todo valor, cuidar da faxineira de sua casa com todo carinho, ser compassiva com a funcionária pública do balcão da burocracia.

Sim, somos todos seres humanos, os homens também merecem nosso respeito e cuidado, como todos os seres vivos, aliás. Mas aqui estamos falando de nós, Mulheres, que vivemos há muito tempo num regime de patriarcado que nos sufoca à todas, em maior ou menor medida, com mais, ou com menos transparência.

Nós, Mulheres, que só entre nós sabemos o que é menstruar, o que é gerar vida, o que é parir. Nós experimentos desde dentro o que é puerpério, o que é amamentar, o que é dançar na vida com as crias, para sempre. Essas faculdades são nossas e nelas também nos reconhecemos.

O reconhecimento e conexão com a essência

Temos infinita essência em comum, somos fêmeas, e a maternidade nos devolve pra esse lugar com majestosa claridade.

Sendo mães nos compadecemos com nossas mães, com nossas avós, com nossas crias.

Revigora-se um portal de compreensão que pode ser usado para a compaixão entre todas nós, da mais semelhante à mais diferente. Todas temos muitos assuntos em comum.

É essa compaixão que me inspira hoje a agradecer multiplicação do amor e a potencialidade de nossas relações fraternais.

Mulheres, Tranças e Cirandas

Façamos tranças! Comecemos a trançar os cabelos de nossas irmãs, de nossa mãe, de nossas crias.  E coloquemos em prática a cada dia, a cada instante, nossa capacidade de aceitação, de perdão e de respeito. Por todas nós, Mulheres. Assim, todos serão o nosso Dia.

O Dia das Mulheres será toda a conexão da Ciranda que nos une, nos reúne e nos faz dançar a dança da Vida. Entre todas, nos vemos, nos reconhecemos, nos fortalecemos.

E assim prosperamos a Vida nesse planeta, reforçando os valores necessários pra sua perpetuação, pra todos nós, homens, mulheres, crianças.

Amor, respeito, justiça, gratidão! Viva!

Imagem da capa: Ashley Jennet (www.instagram.com/thestorkandthebeanstalk)

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