O Tempo é uma das Riquezas do Casamento

Riqueza, em nosso tempo, não é necessariamente sinônimo de ter dinheiro. Estamos todos vivendo vidas aceleradas, correndo atrás de milhares de atividades, compromissos e pendências não cumpridas. Estamos todos assim, há tempos, num esforço para quitar todas as dívidas com os outros. Já perceberam que, não por acaso, ao começarmos uma conversa com alguém, temos sempre que pedir desculpas? “Ah, me desculpe, eu não te respondi aquela mensagem”, “ah, me desculpe, eu tinha que ter te ligado aquele dia e não deu, minha vida esteve uma loucura na semana passada”...

Estes são os tempos vorazes, que fazem com que nem vejamos acontecer o passar das horas.

Somos tragadas e tragados pelos compromissos, todos urgentes e inadiáveis, todos relevantes, todos sem a possibilidade de negociarmos prazos. E essa roda da vida gira numa velocidade tão estonteante, que vai carcomendo o tempo da delicadeza, como dizia o Mestre Chico Buarque.

O tempo da delicadeza é o tempo de se deliciar com os encontros, com as pessoas que fazem parte da nossa vida afetiva.

Por exemplo, o casamento.

Imaginemos então o casamento sendo corroído, aos poucos, pelas ausências que este tempo cobra de todos nós. Moramos juntos, dividimos uma vida, mas sentimos que estamos menos próximos do que deveríamos ou poderíamos estar. Muitos casais falam daquele dia em que eles se dedicam para cumprir uma rotina a dois. Vejam que coisa interessante, termos que marcar um dia para reencontrar a pessoa que dizemos ser uma das mais importantes…

O tempo (sim, este senhor que não espera, mas tudo regula) cria expectativas. Os dois membros do casal fazem planos sobre o tempo juntos. Não somente sobre a quantidade de tempo, em que as outras tarefas da vida, não raro, terminam por restringir o encontro conjugal.

Mas o tempo também quer dizer COMO aproveitamos os minutos, horas e dias em que a energia está posta na interação, no encontro genuíno. Pensar o tempo qualitativamente é pensar a qualidade de presença, a forma como conseguimos estar um diante do outro.

Por exemplo, o celular, em nosso tempo, é um ladrão de tempo, percebe? Quantas vezes estamos com as pessoas, mas estamos presencialmente só de corpo, porque a energia e a atenção estão totalmente postas na telinha de LCD que temos nas mãos?

Por isso, diante de uma crise conjugal, o tempo juntos sempre é um fator de debate.

E é bom que seja mesmo, porque somos os guardiões do seu uso. Não controlamos muita coisa na vida, mas uma dimensão que certamente está em nossas mãos é como usamos o tempo entre as atividades e relações que nos importam. Eu sei que é muito difícil fechar esta conta, porque há boletos a serem pagos e muito trabalho para que o salário chegue no final do mês.

Sim, é verdade, e é nesta vida real que operamos. Mas pense comigo: há alguma parcela de tempo do seu cotidiano que poderia ser melhor vivida em casal? Será que as ausências significam algo?

O distanciamento do casamento quer dizer algo?

A falta de tempo para o casamento ou a pobreza da qualidade do encontro podem ser um sintoma de um desencontro mais profundo. Use a honestidade consigo para conseguir pensar com mais nitidez sobre estas questões, porque eu tenho certeza que o seu tempo é precioso e merece ser aproveitado da melhor forma. Todos estes vídeos aqui têm, no fundo, o interesse de melhorar a vivência do seu tempo no casamento, proporcionando mais qualidade de vida na sua relação conjugal.

É isso. Há muita coisa ainda que eu quero conversar com vocês sobre crises e reconstruções de casamentos. Eu continuo por aqui, nos próximos vídeos desta série.

Confira toda os outros vídeos e texto já publicados da Série Reconstruindo o nosso Casamento: AQUI!

por Alexandre Coimbra Amaral, psicólogo, Mestre em Psicologia pela PUC do Chile Terapeuta de Casais, Famílias, Grupos e Comunidades. Psicólogo do Programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Rede Globo. Colunista da Revista Crescer (Editora Globo) e do Portal Lunetas (www.lunetas.com.br).

A jornada terapêutica “Reconstruindo nosso Casamento” foi desenhada pelo Psicólogo e Best Seller Alexandre Coimbra Amaral para aqueles que estão em sofrimento por sucessivas crises no relacionamento conjugal e que buscam caminhos de reencontro.
A jornada está aberta para quem deseja participar como casal ou individualmente.

A participação não substitui a psicoterapia ou análise para casais, mas é um importante complemento no processo de lidar com a crise no relacionamento.

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