por Valeria Sabater de Eres Mama

Os primeiros 40 dias após o parto se resume em três tempos: tempo de fazer ninho, tempo de estar em intimidade mágica, amar com delicadeza, conhecer-se, tempo de acolher e amar no contato pele a pele …

O mundo está em pausa, tudo pára e tudo começa ao mesmo tempo, porque poucos momentos são mais mágicos do que aqueles em que finalmente, damos as boas-vindas aos nossos filhos depois de tê-los levado nove meses dentro de nós.

Um dos livros mais interessantes sobre o puerpério que já li é o “Safe Postpartum”, de Beatrijs Smulders (sem tradução para o português). Esta autora, parteira por profissão, nos mergulha completamente nessas tarefas, cenários e situações mais comuns que uma mãe e em pai podem viver ao longo deste tempo, o que, naturalmente, vai muito além dos clássicos 40 dias.

Como apontamos uma vez em nosso espaço, o puerpério pode durar mais que um ano. Assim, este livro nos dá uma visão realista de todas as experiências que compõem um autêntico caleidoscópio de medos, emoções, esgotamento físico, desafios, problemas e também felicidade.

Algo que tende a ser muito claro, é o fato de que muitas mães são quase que obrigados a sair de um mergulho tão profundo não apenas físico mas também tão emocional como o parto para a realidade concreta como trabalho, dinheiro, horários, e rotinas diárias, enquanto a vida íntima e sussurrante do bebê está lá.

Como sincronizar tudo? Como sintonizar com cada necessidade, com cada obrigação? É sem dúvida uma jornada complexa e excitante onde acreditamos ou não, aqueles primeiros 40 dias após o nascimento conta muito. Porque é bem-vindo, porque é a adaptação e a descoberta de nós como mães, uma nova visão como casais e como pais.

Durante os primeiros 40 dias após o parto, você precisa de privacidade

Os primeiros 40 dias após o nascimento são seus. É o território da mãe e do pai, vocês dois juntos e o bebê conforma uma esfera única, mágica e limitada por emoções intensas que só pertencem a vocês três. Nada acontece se você não receber visitas por alguns dias, se deixar os telefones celulares e suas obrigações de trabalho de lado. Há alguém mais importante, alguém que lhe pede atenção, carinho, comida, amor … O bebê.

É tempo de “aninhar”.

Aninhamento significa fazer concretamente um ninho para viver nele. Não há nada errado em assumir termos do reino animal, porque no final, os comportamentos e fins são os mesmos: criar os filhos, dar-lhes proteção, calor, amor e, claro, comida.

Mamãe e papai estão aninhando-se junto com o bebê para recebê-la após o parto. Nós aninhamos porque precisamos estar próximos uns dos outros.

Aninhamos porque, assim, nos tornamos os valores de referência para o bebê.

Aninhamos para sermos calmos, nos consolarmos uns aos outros, para nos descobrirmos em nossos novos papéis, em nossas novas necessidades e obrigações.

Aninhamos juntos para cuidar de nós mesmos: porque não só o bebê precisa de tudo de nós, como também a mãe precisa do pai porque está exausta, porque o corpo dela está doendo, porque todos nós precisamos de carinho, cuidado e atenção.

Aninhamos para amamentar, para ter o bebê perto no contato pele a pele, coração com coração.

A melhor arma naqueles primeiros dias: seu sexto sentido

Nesses primeiros 40 dias, há muitos desafios a serem enfrentados: adaptação, amamentação, repouso noturno, cordão umbilical, berço, cólica e principalmente choro.

Saber interpretar o choro do bebê é, sem dúvida, a primeira necessidade que toda mãe coloca como quase uma obrigação. Você chora de fome? Alguma coisa magoa? É por causa da fralda? …

É normal ficar obcecado durante os primeiros dias, no entanto, pouco a pouco os medos se acalmam e racionalizam para surgir o chamado sexto sentido.

Quase sem saber como, a calma chega em algum momento desses 40 dias e entendemos que o que o bebê mais precisa é a nossa proximidade. Percebemos que tê-lo em seus braços o acalma, que a amamentação o relaxa e que não serve apenas para alimentá-lo.

Nosso instinto maternal, esse senso recém-lançado é um super poder real que nos maravilha e nos sintoniza completamente com o bebê.

Esses 40 dias após o nascimento serão difíceis em algum momento, é claro para nós, mas visto em perspectiva, ele vai se destacar como uma das etapas mais importantes da nossa vida.

O que precisamos acima de tudo é criar um círculo de intimidade e simplesmente aninhar como uma família.

O mundo, com pressa, pressões, trabalho, amigos e outros visitantes, pode esperar um pouco. Porque esse período nos pertence.

Traduzido do original em Espanhol:https://eresmama.com/los-primeros-40-dias-anidar-mamar-amar-conocernos/

3a TURMA FORMAÇÃO DANCE MÃE E BEBÊ

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