De que maneira um pai se relaciona com o seu bebê?
Seria possível uma relação de intimidade e afeto que forme uma entidade chamada pai-bebê?

Tudo se passa fora do corpo do pai. Ou melhor, tudo se passa fora e, ainda por cima, escondido dentro do corpo da mãe. No princípio era o verbo: nas 38 até 42 semanas de gestação, toda notícia que um pai pode ter do seu filho vem pela narrativa e pela fala da mãe. Antes de nascer, o ser já é falado.

Depois do nascimento, na cultura comum, digo, no senso comum, o pai não participa ou participa pouco de todos os processos com o bebê. O envolvimento do pai só acontecerá mais tarde quando a criança já anda, fala, corre e pode ir jogar bola no parquinho.
“Normalmente, o pai não participa do sono do bebê porque é dito que o bebê “só dorme no peito” e, por mais que essa condição seja cômoda para o pai, pode ser extremamente aprisionante para a mãe”. Aprisionante para a mãe e aprisionante para o pai também! O pai fica aprisionado nas barreiras e limitações impostas pelo social: fraldários são só no banheiro feminino, pois homem não troca fraldas, homem não chora, não faz papinha, não se emociona, não fala de sentimentos…
Mesmo que seja cômoda, esta condição passiva e de expectador obriga o pai a ver seu filho só de longe, sem envolvimento. É afastado do filho e ainda perde a mulher que está completamente imersa no ato de ser mãe e fundida com o bebê e suas demandas. Assim, a entidade mãe-bebê é algo afastado do pai que está isolado no seu canto, com dois pedaços arrancados dele: a mulher e o filho.

Para a sorte dos homens, essa exclusão tomba quando a criatividade cria um papel de pai que se envolve na criação da cria. CriaAção: pôr-se em ação para sua cria. Da mesma maneira que a entidade mãe-bebê descobre como amamentar e dormir, a entidade pai-bebê pode descobrir também. E nessa descoberta, o pai pode fazer todas as tarefas da mãe.
Mas alguns gritarão: o homem não amamenta!… Isto lá é verdade. Uma verdade parcial, pois o pai pode acordar de madrugada, pegar o bebê, levar até a “distribuidora de leite” (a mãe, chamada assim de propósito e com imenso afeto!), fazer todos os preparativos de retorno à cama (fralda, arroto, etc.) e colocar o pequeno para dormir. A mãe irá agradecer por esses minutos extra de sono! A rotina de amamentação é dura…

Cada uma das entidades terá maneiras diferentes de fazer as tarefas. Cada entidade terá características e afetos próprios. Maior diversidade: quem ganha é o bebê que dispõe de diferentes pontos de amparo!
“Bebês não dormem “apenas” no peito, mas os pais (e os bebês) precisam entender que eles não vão dormir da mesma forma que um bebê dorme com a sua mãe. Aqui entra a criatividade do pai, que precisará descobrir sua própria maneira de fazer seu filho dormir.”

Eis o convite aos pais: criar suas crias com criatividade!

Por Nós Bobos

Citações do texto “Precisamos Falar Sobre o Sono (e Choro) dos Bebês” do Paizinho, Vírgula.

Texto disponível em: https://nosbobos.wordpress.com/2017/05/30/pai-criar-suas-crias-com-criatividade/

 

Tags:

Dance com seu Bebê em Casa – Dance Mãe e Bebê com Ana Zanesco

0 Comentários

Envie uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

CONTATO

Para nós é importante saber como você está se sentindo com as informações que estamos compartilhando. Você pode mandar uma mensagem falando de que forma esse conteúdo lhe tocou.

Enviando

©2020 Instituto Aripe - pós Parto e Puerpério Desenvolvido por V12 Brasil Marketing Digital

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?