Parentalidade integral

Quando comecei a estudar as relações entre pais e filhos, naveguei por um mar de teorias, me aprofundei em algumas e me encantei por poucas. Percebi que a magia está na possibilidade de integrar, entre as diferentes teorias, aquilo que faz sentido para cada um de nós.
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Integral Parenting ou Parentalidade Integral

Esse conceito é conhecido como Integral Parenting ou Parentalidade Integral, que vem de “integrar”; remete à ideia de nos conhecermos, nos acolhermos e respeitarmos o máximo de perspectivas possíveis sobre nós, sobre o mundo e sobre os outros.

Com isso, conseguirmos lidar com os desafios da vida com mais ferramentas do que aquelas com que, em geral, aprendemos em casa, nas escolas e universidades.

De maneira que isso não é diferente quando falamos sobre a maternidade e a paternidade.

São diversas as lentes com as quais podemos olhar para essa relação. Vou dar três exemplos:

  • Resgatar as nossas histórias familiares para perceber padrões e comportamentos herdados dos nossos pais e avós e que levamos adiante, na maioria das vezes, de forma inconsciente. Quantas vezes nos pegamos agindo como como nossos pais mesmo sem querer? Ou, quais são os padrões que buscamos romper e lutamos para conseguir fazer diferente?
  • Olhar para a educação dos filhos buscando compreender nossos valores, nossas limitações, nossos medos e expectativas em relação a cada filho. Isso nos capacitará a educá-los de forma mais livre em relação às nossas próprias projeções e ideais.
  • Entender o desenvolvimento infantil e a formação da personalidade da criança. O que está por trás de cada fase? Quais as necessidades e angustias em cada uma das etapas do desenvolvimento? Quais são as emoções que permeiam cada transição? Aceitar o crescimento das crianças e não tentar postergar ou alimentar fantasias, é ser transparente, e contribui para uma relação de confiança. É bastante comum ver crianças sustentando as fantasias somente para agradar aos pais. Se tivermos dúvida sobre este momento, uma boa estratégia pode ser devolver a pergunta. Dessa forma, ao conhecermos minimamente o que está por trás de cada fase, nos sentiremos mais seguros e tranquilos

Uma vez li que “ser mãe é ter o coração batendo fora do corpo” e pensei: nossa é isso mesmo!

Hoje penso um pouco diferente. Essa frase mostra como a maternidade nos divide e nos desafia a entrarmos em contato com muitas camadas difíceis da nossa personalidade: revela nossos defeitos, expõe nossa intolerância, nossas dificuldades, nossa insegurança, nossos medos. E para completar, a maternidade ainda afeta significativamente nossas relações afetivas e profissionais.

E é justamente nesses aspectos difíceis, que a maternidade nos faz um dos convites mais importantes da vida: a possibilidade de nos conhecermos mais a fundo e começarmos a integrar todas essas nossas facetas.

Para compreender uma criança, é preciso antes compreendermos a nós mesmos.

por Sel Bonassi, psicoterapeuta formada em psicologia pela Western Connecticut University em Connecticut, EUA, possui diversas especialidades na área psicoterapêutica. Sel conduz o Curso Espelho Meu, Espelho Seu.

Neste curso online, abordamos de forma prática as dinâmicas familiares. Com ênfase na parentalidade e na parentalidade positiva, ele fala sobre as relações entre pais e filhos e visa instrumentalizar pais, psicólogas, educadoras, terapeutas e cuidadores em geral no processo de tomada de consciência e desenvolvimento da inteligência emocional.

Espelho meu, Espelho seu convida o adulto a ser um agente de transformação no desenvolvimento da personalidade da criança, com a intenção de liberar os filhos das neuroses dos pais.

Saiba mais em: https://aripe.com.br/espelho-meu-espelho-seu/

O Instituto ARIPE é uma plataforma de cursos online de aperfeiçoamento e aprofundamento profissional de psicologia, cursos complementares e educação continuada a distância para psicólogas (EAD), psicanalistas, terapeutas individuais, psicoterapeutas, psicopedagogas e interessados pelos assuntos.

Arte: Pablo Picasso – Mãe com crianças e laranjas, 1951