Planejando a Chegada de um Filho

Em quem eu vou me transformar depois que esse filho chegar? O que vai realmente mudar na minha vida? O que vai acontecer comigo quando eu tiver um bebê para cuidar? Será que eu vou fazer as mesmas escolhas que eu fazia antes?... Começamos a pensar nessas perguntas de maneira mais branda quando começamos a pensar na chegada de um filho, mas essas perguntas começam a realmente ter mais sentido durante o pós-parto e o puerpério, que não é o período apenas da quarentena, mas sim um longo período de adaptação a essa novidade da chegada de um filho...

Decisão de ter um filho

Vamos falar sobre a chegada de um filho, ter um filho  não é uma decisão simples é uma decisão compartilhada com um parceiro ;com uma família; com uma rede social.

Conversamos muito sobre isso durante muito tempo com as pessoas até chegar a uma decisão;

“sim eu quero ser mãe sim eu quero ter um filho”

Quando essa decisão vem; junto dela vem também uma série de perguntas que não têm respostas fáceis e  que são perguntas que envolvem sobre quem eu vou me transformar? Quem serei  depois que esse filho chegar? O que vai realmente mudar na minha vida? Que tipo de coisas vão começar a acontecer comigo pelo fato de eu ter uma criança um bebê para cuidar? Como eu vou começar a ver a vida a partir dessas novas lentes? O que muda das lentes antigas através das quais eu via o mundo antes desse bebê nascer? Será que eu vou ter condição de fazer as mesmas escolhas que eu tinha feito antes?  Será que a vida vai se manifestar pra mim da mesma forma?

Nós começamos a sentir essas coisas, às vezes, de uma forma muito branda; quando começamos a pensar na chegada de um filho, mas na hora que ele vem; na hora que vem a certeza ou de uma gravidez ou de uma adoção; não estamos falando aqui só da maternidade biológica; também estamos falando da maternidade adotiva.

Quando chega essa decisão; essas perguntas podem começar a entrar de forma mais silenciosa, às vezes de forma mais contundente; às vezes manifestando uma ambivalência sobre se nós queremos mesmo isso para a nossa vida.

Tudo isso é normal!

Tudo isso pode acontecer durante a gravidez; pode acontecer no parto; mas sobretudo essas perguntas não fazer muito sentido no corpo; na pele;  que é o período que vem logo depois que o bebê nasce; e não estamos falando de um período de 40 dias; como algumas pessoas querem crer que a quarentena como sinônimo de puerpério; não estamos falando disso; estamos falando de um longo período de adaptação dessa novidade de ser mãe de ser pai na vida.

Um LONGO TEMPO porque nós precisamos desse tempo para nos acomodarmos a essa novidade. Portanto, é evidente a importância de falarmos sobre isso; porque nós vivemos numa cultura que não nos deixa espaço para falar dessas perguntas; que não têm tolerância para uma mãe; que está ambivalente; aquela mãe que acabou de ter um bebê super sonhado e que já desenvolveu uma série de transformações em sua vida e pode chegar num momento em que ela pensa:  será que eu deveria ter feito isso? Será que é esse mesmo caminho?

Não há respostas lineares

Num o mundo onde não há muita tolerância para essas perguntas; em que as pessoas provavelmente vão chegar com respostas muito lineares;

“Mas você não queria? Mas você não tinha planejado?… passou tanto tempo pensando nisso…”

E isso não é a forma muito empática e não acessa a realidade dessa mulher naquele momento. Nós precisamos desenvolver escuta mais generosa; mais solidária; mais humana e mais realista. A minha proposta com vocês é que não precisamos maquiar nada, não precisamos construir nenhuma máscara sobre o que vivemos; as máscaras sociais já estão postas,  sabemos que elas existem; mas aqui eu quero conversar com você intimamente; e para essa intimidade eu te convido a podermos dialogar sobre aquilo que o seu silêncio está gritando, sobre aquilo que as suas lágrimas estão fazendo brotar; é sobre essas coisas que eu quero conversar com vocês nessa série de vídeos.

Sejam muito bem vindas!

por Alexandre Coimbra Amaral, psicólogo, terapeuta familiar e de casais; fundador do Instituto Aripe e está conduzindo o Curso de Psicologia do Puerpério.

O curso online “Psicologia do Puerpério” é para quem tem vontade de conhecer com profundidade, a psicologia perinatal, o processo emocional da mulher, do bebê, da díade formada entre a mãe e o seu filho, da família e das pessoas em torno da grande novidade que é o nascimento de um bebê.

Para profissionais que já trabalham com gestantes, parturientes e puérperas, estudantes das áreas de saúde; educação e ciências humanas, como formação complementar, já que é um tema quase nunca exposto nos cursos de graduação como conteúdo básico.

Saiba mais em: https://aripe.com.br/psicologia-puerperio/

O Instituto ARIPE é uma plataforma de cursos online de aperfeiçoamento e aprofundamento profissional de psicologia; cursos complementares e educação continuada a distância para psicólogas (EAD), psicanalistas, terapeutas individuais, psicoterapeutas, psicopedagogas e interessados pelos assuntos.

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Uma resposta

  1. Ale,

    Estou encantada! É um presente para todos os pais. Desejo muito sucesso e agradeço imensamente pelo lindo trabalho.
    Abraço afetuoso,

    Veca

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