Puerpério, conjunto de sentimentos misturados

Durante o puerpério, tem raiva, tem tristeza,  muito medo, esperança e tem muito amor. Tudo ao mesmo tempo agora. E a pergunta que aparece é como essas transformações impactam no seu trabalho profissional com as mulheres e as famílias puérperas?

 

Tudo ao mesmo tempo agora.

Nesse momento a mulher é inundada de uma série de dúvidas.E se você, é uma das pessoas que está atendendo essa mulher, você precisa se comprometer, como profissional de saúde em qualquer área, à acolher essas dúvidas. Isso não significa ter certeza das respostas.

Então, qual o nosso papel nesse momento do puerpério?

É aprender deixar essas emoções aparecerem sem que a caiamos nessa armadilha de colocar imediatamente um diagnóstico de depressão pós-parto.

O que é mais esperado no funcionamento emocional de uma puérpera, é que ela esteja eclodindo em um monte de questionamentos que envolvem: ela mesma, a relação dela com esse bebê, a escolha da maternidade, o momento da maternidade, as escolhas profissionais, o casamento, relação com família de origem, panorama de vida, expectativas de futuro, escolhas que ela faz para si e para essa criança a partir desse momento.

Imagine tudo isso agora, por exemplo, em um momento de pandemia…

Nós precisamos estar abertos para escutar. E isso não significa ter respostas para essas perguntas, significa ter tempo e disponibilidade para que os nossos olhares e os nossos ouvidos sejam um abraço.

Você quer saber mais sobre o tema, conheça o nosso Curso Psicologia do Puerpério.

Eu espero você lá, até mais!

por Alexandre Coimbra Amaral, Psicólogo, Mestre em Psicologia pela PUC do Chile Terapeuta de Casais, Famílias, Grupos e Comunidades.
Psicólogo do Programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Rede Globo. Colunista da Revista Crescer (Editora Globo) e do Portal Lunetas (www.lunetas.com.br).

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