Qual o espaço para o erro de cada um neste relacionamento?

Você já pensou em como foi a sua história de aprender a lidar com sua imperfeição? Sim, tudo tem uma história, com princípio e vários pedregulhos e vitórias no meio. E há histórias que só terminam quando a gente termina de existir, que são eternas. A busca pela aceitação da própria imperfeição pode ser uma delas. 

Nós temos a impressão que o nosso desenvolvimento é individual:

– Eu busco minhas dores, olho para elas, vou mudando minhas impressões sobre a vida e minha visão de mundo. Mas e como falar disso que estou sentindo para os outros? Esta jornada pode começar com um terapeuta, e em algumas histórias fica somente nele, eu não enxergo ninguém que possa me acolher em minhas partes menos nobres, mais difíceis de serem assumidas.

Quanto mais eu sei que elas existem, mais complexa fica a vida, porque eu sei que está em mim o poder de transformar-me! Quanto mais consciente eu fico de que eu tenho partes que funcionam mal, mais preciso me responsabilizar por elas. E menor fica o espaço para que eu jogue esta responsabilidade para o outro.

Nosso desenvolvimento é… RELACIONAL

Apesar do outro não ser o responsável pelo trabalho que eu possa fazer comigo, ele vive ao meu lado. Participa da minha vida. É disso que eu falo quando assumo aqui que o nosso desenvolvimento é… RELACIONAL. Se meu problema é com minha mãe, enquanto vou descobrindo tudo o que acontece nesta relação em uma terapia, ela continua vivendo ao meu lado, do jeito que sempre foi! Não há trégua. Não há parênteses para que isso aconteça.

Toda esta introdução eu fiz para pensarmos juntos uma coisa: o casamento é uma intensa convivência humana, em que duas pessoas combinam um projeto em comum, embora continuem com seus sonhos individuais também. Durante esta convivência tão cheia de contornos chamada casamento, é inevitável que o outro consiga me conhecer tão profundamente, que consiga ver as piores partes de mim. Aquelas que eu neguei por muito tempo ou ainda nego, aquelas que eu escondo para não me envergonhar, aquelas que me dão trabalho ao longo da vida toda. Estas partes aí, que todos nós temos, e que causam um incrível sofrimento privado. No casamento, elas deixam de ser privadas e passam a ser públicas.

Por isso, o casamento merece ser visto por ambos como um espaço de desenvolvimento. Ambos estão aprendendo a viver, juntos. Ambos estão, um sob o testemunho do outro, aprendendo a ser: adultos, profissionais, filhos, mãe, pai… e cônjuge. Se somos os dois aprendizes, deveria haver espaço para as falhas acontecerem sem culpa. Mas não é isso que costuma acontecer.

A hierarquia do casamento às vezes sufoca.

Pode ser que um dos dois tenha mais direito a errar do que o outro. Isto acontece por uma questão de poder. As relações conjugais são recheadas de cenas em que o poder se estabelece: quem pode, quem não pode. Quem manda, quem obedece. Em que áreas da vida um tem mais poder, e em que outras áreas é o outro quem decide.

Se você não se sente à vontade para ser imperfeita ou até mesmo para falar de suas falhas, há algo a ser trabalhado neste relacionamento com urgência. Sentir culpa pelo fato de errar é algo que atormenta e oprime. Quem vive isso está em uma relação no mínimo opressiva, e que não precisa ser desta forma. Uma relação saudável permite a existência das falhas de ambos, e esta permissão pro erro existir é a base do conceito de desenvolvimento. Eu me desenvolvo e evoluo com meu cônjuge, parafraseando aquela música.

Você sente que o seu relacionamento lhe dá espaço para seus erros e para falar deles, sem que isto seja o fim do mundo e uma cena que te atormente mais ainda? Pense nisso.

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por por Alexandre Coimbra Amaral, psicólogo, Mestre em Psicologia pela PUC do Chile Terapeuta de Casais, Famílias, Grupos e Comunidades.

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