por Eloisa Fiori

 Tem dores que parecem não ter fim…

não sei ao certo se têm mesmo ou não. Sei que essas, as que rasgam a alma, insistem em reaparecer eternamente, geralmente com intensidade. Essa intensidade tsunâmica que a natureza enfurecida costuma nos lembrar ser possível. Basta um gatilho, uma cena, uma palavra para nos remeter a essa dor.

Muitas vezes surge uma angústia, um mal estar diante de uma situação que não sabemos de onde vem. Ou projetamos em razões externas o surgimento dela…quase sempre não é. Quase sempre foi algo ativado em nós, algo do meio externo que foi ativado, foi gatilho para nossa dor interna.

É trabalhoso saber de onde vem. Sinto dizer. Demanda energia e coragem para encarar o sofrimento. Mas quando se descobre, se localiza, se nomeia e acolhe a dor, conseguimos administrar melhor nossas ações e emoções, para que a bola de neve tenha fim.

Sabe, no fim existem questões tão universais que remetam a essa dor na alma que arriscaria listar… Láaaa de trás, do início da nossa história de vida, é só olhar com atenção. Encontraremos. A dor da rejeição? Do abandono? Da não aceitação? Do não pertencimento? Do não reconhecimento? Da culpa? Do medo? Da perda? Da injustiça? Do não amor… É universal percebe? Qual a sua?

Essencial localizar, compreender e acolher. Para que?

Para poder criar a sociedade humana que gostaríamos. Para que nossos filhos possam SER (em caps lock, em plenitude, com toda sua espontaneidade). Muitas vezes espontaneamente acabam acionando algum gatilho e acabamos reagindo no automático, muito mais pra nos defender dessa dor do que pra “educar”. Filhos são os maiores especialistas em acionar gatilhos de alma, dos mais ternos aos mais doídos.

Na verdade eles vão acionar, isto é certo. O que pode mudar é o que você vai fazer com isso. Quando a dor na alma apareceu a primeira vez, aprendemos a deixar de sentir, CINDIMOS com as emoções. Vale dizer como Psicóloga Corporal que sou que é através da respiração que fazemos possível essa cisão…. mas fica para uma outra oportunidade discorrer sobre isso.

Algumas pessoas cindem tanto a ponto de se desumanizar (vide Trump, Hitler e muitas vezes o vizinho ao lado), nessa defesa nada mais os toca. Nem mesmo a mais terna cena. Estão se defendendo… ainda.

Muitas vezes aprendemos a cindir nossas emoções de nosso pensamento e ações, a vida exigiu para sobrevivermos… e assim seguimos, desconectados. As doenças somáticas, crises do pânico, depressão, etc. são convites para RECONECTAR.

Clamando por autorregulação, por paz de espírito.

Nos resta partir para o resgate. Dentro de nossas casas, dentro de nossos corpos e das nossas relações com nossos filhos. Nos humanizarmos cada vez mais. Principalmente conosco mesmas. Acolhermos nossas dores para que elas não nos tornem tão duros como a realidade já é. Quando sentimos a alma doer precisamos nos dar um tempo. Silenciar, respirar. Que possamos nos defender, sem perder a ternura é o que espero!

Psicóloga Eloisa Fiori Curitiba CRP 08/9923

Imagem: Trina Cary Photography

FORMAÇÃO DANCE MÃE BEBÊ

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