Então, seu filho está com medo. E você, e todos nós.

A cena clássica:

 – Papai, mamãe, tem um monstro embaixo da cama.

E toda noite a gente vai lá, se agacha e diz:

 – Não tem monstro, meu amor, pode dormir tranquila.

Mas e agora, quem está fantasiando? Quem está mentindo? Eu, pelo menos, tenho vários monstros embaixo da minha cama. E do lado de fora da porta. E em Brasília, então…

O medo é parte da vida das crianças.

Agora, de fato, há muitos motivos para ter medo – e elas percebem, mesmo as menores. Além disso, os adultos estão assustados, e os pequenos, inclusive os bebês, são esponjas de emoções.

Absorvem angústias, medos, inseguranças, e expressam de volta como conseguem: birras, choro, agressividade, agitação. Os mais velhos conseguem verbalizar – se permitimos.

Como ajudar uma criança que manifesta medo?

Primeiro, o que não fazer: invalidar, descartar. “É bobagem”; ”Não é nada, vai passar”; “Esqueça isso”. Mensagens desse tipo vão fazê-la perder confiança e auto-estima.

Ao contrário, podemos legitimar, validar seus sentimentos. “Tô vendo que está preocupado. Quer me contar?”; ”Do que você tem medo?”; “O que você sabe sobre a situação?”. Fazer isso com um abraço ou colo é melhor ainda.

As perguntas e as explicações devem estar no nível de compreensão da criança e da sua capacidade de lidar com a realidade. Para os pequenos, fantasias são um bom caminho: “O dragão está lá fora, por isso temos que ficar fechados no castelo. Mas muitos heróis e cientistas estão combatendo-o, e em breve vamos derrotá-lo”.

E sempre ajuda redirecionar a criança para algo divertido – jogar, desenhar, cantar, tomar um sorvete. O cérebro não consegue simultaneamente brincar e se preocupar.

A brincadeira interrompe o ciclo, alivia, relaxa, e ao mesmo tempo ela aprende uma estratégia de auto-cuidado.

O brincar vale para os adultos também. Aliás, evite consumir notícias o dia inteiro. Faz mal para você, e os filhos podem se angustiar mais.

Respeito, empatia, amor, fantasia e brincadeira são soluções para a maioria dos problemas na infância. Para capacitar uma criança a vencer o medo, sejamos um porto seguro para elas, onde possam se sentir mais fortes para seguir em frente.

Texto de Pediatria Integral por Daniel Becker @pediatriaintegralbr

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