Você conhece a Teoria do Apego?

Muita gente conhece a partir de uma derivação dela, para uma forma de criar filhos chamada Criação com Apego. Mas a Teoria do Apego é algo muito, muito mais amplo.

 

John Bowlby o seu criador, foi o psiquiatra que desenvolveu essa teoria muito sem saber onde chegaria com as suas pesquisas; mas ele começou a estudar a privação materna e o que aconteceria com os bebês órfãos de guerra, que estavam sem pai, sem mãe, sem os dois, institucionalizados, hospitalizados. E ao longo de uma década de pesquisa, ele chegou em um resultado: nós somos seres relacionais.

Nós não sobrevivemos sem vínculo, nós somos pessoas interdependentes.

A Teoria do Apego faz um contraponto contracultural inclusive, a um monte de ideias falaciosas, de que a independência como o alto de uma montanha; seja ela uma independência emocional, relacional dos nossos afetos; que ela seria conseguida e alcançada em algum momento da nossa vida.

Isso não vai acontecer!

Nós somos interdependentes e por isso; a forma como nós construímos os vínculos da nossa vida é que vai definir se nós vamos ter uma interdependência segura ou insegura.

Uma relação com os laços; com a rede que nos dá apoio na vida, que é uma relação que vai deixar a gente mais tranquilo ou mais intranquilo ao longo do nosso ciclo vital.

A Teoria do Apego não tem a ver só com bebês e crianças

Ela tem a ver com jovens, com adultos, com adultos maduros, com pessoas no estado de envelhecimento e com pessoas na hora da morte.

A Teoria do Apego é uma teoria que fala de amor e de pertencimento, da forma como nós construímos os nossos vínculos na vida.

por Alexandre Coimbra Amaral, Psicólogo, Mestre em Psicologia pela PUC do Chile Terapeuta de Casais, Famílias, Grupos e Comunidades.
Psicólogo do Programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Rede Globo. Colunista da Revista Crescer (Editora Globo) e do Portal Lunetas (www.lunetas.com.br).

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