Estamos chegando no mês de agosto de 2020, já fazem quase 5 meses que muitas pessoas entraram em isolamento social e nós estamos ainda no meio da pandemia.
Ainda tem muita coisa para acontecer até que possamos sentir o ar minimamente mais tranquilo. E nós, então, podendo começar a entender sobre o que virá depois desse período, que vai marcar a certamente a nossa vida, a vida da história da humanidade em um antes e depois.

2020 veio como um ano que surpreendeu todas as previsões:

As mais esperançosas, as mais apocalípticas, as mais desistentes e as mais inovadoras. Temos, então, um pensamento para nós podermos fazer juntos.; uma reflexão que possa abraçar a todos nós e um pouco a sociedade também: O quê acontecerá com a saúde mental das pessoas depois da pandemia? Nós estamos nos precavendo com todas as medidas que estão ao nosso alcance? Obviamente, dependendo do nível de privilégio social em que nós estamos inseridos; nós estamos construindo medidas para preservação da nossa vida.

Novos parâmetros de existência.

Os infectologistas falam; e falam com muita propriedade; importantíssima a participação da voz da ciência nesse momento. Eles falam de como a preservação do corpo físico, da vida; desta habilidade nova que nós estamos adquirindo de estar vivos com esses novos parâmetros de existência: de usar máscara; de se isolar; de prestar atenção no quê que tocamos com o nosso corpo; como nosso corpo pode ser um vetor de transmissão de um vírus letal. Tudo isso está alicerçado num sentimento de medo.
A pandemia constrói uma nova forma de nos relacionarmos com tempo, com o espaço, com as pessoas e ela constrói uma nova política de vínculos. Que quer dizer isso?
O que antes era proximidade, agora é risco; o que antes era afeto, agora é medo. E as pessoas que eu abraçava e que eu aglomerava na minha casa, agora podem representar coisas muito estranhas, paradoxais inclusive; e isso por meses, até mesmo mais de um ano, nós não sabemos quanto tempo vai durar; isso já está sendo apontado por pessoas estudiosas na Europa como o risco do Tsunami da Saúde Mental no pós-pandemia.

Como é que nós estaremos no final disso?

Então, por enquanto nós está fazendo o quê está no nosso alcance para nos preservar; para preservar aqueles que nós amamos; para apoiar aqueles que estão em situação de mais vulnerabilidade; o construindo uma rede mais solidária de enfrentamento dessa pandemia; mas enquanto isso a nossa saúde mental tem vivido pequenos colapsos, pequenas crises.
E a pergunta é: como é que nós estaremos no final disso? E como será o efeito rebote da experiência de estar dentro de uma pandemia durante tanto tempo; com todas essas pressões: que tem a ver com pressões econômicas; pressões relacionais; medos em relação à preservação da própria vida; ou a vida dos outros.

Quê que isso vai fazer com a gente?

Quê que isso vai promover de alteração na nossa forma de estar no mundo? Então, esse tsunami da saúde mental é como depois de um terremoto; nós podemos pensar na vinda de um tsunami como efeito rebote daquela primeira movida da placa tectônica.
Qual será esse tsunami? Como é que nós vamos lidar com ele?
Nós ainda não temos certeza; nós estamos imersos em incerteza; mas o que nós podemos fazer; por enquanto, é aprender a lidar com crises; porque este tsunami será um grande chamado de enfrentamento a diversas formas de se manifestar em crise coletivamente.

Cada um de nós vai ter uma estética da crise

Ou seja, vai manifestar a crise da sua maneira com sua digital única; com a sua subjetividade; cada um de nós vai ter um jeito de sofrer; cada um de nós vai ter um jeito de falar:
Meu deus, acabou mesmo? Será que eu posso relaxar em relação à vida? Como é que eu faço com essas cicatrizes que foram ficando na minha alma ao longo disso tudo? Ao longo de todo esse tempo?
Então este tsunami nos aguarda como parte desse processo; que não vai acabar para quem trabalha com sofrimento humano.
Não vai acabar com a vacina e com a decretação do fim da pandemia pela Organização Mundial de Saúde.
Nós vamos ter muito trabalho pela frente; nós precisamos nos organizar como coletivo de pessoas que estão interessadas em promover saúde; em
promover amparo e cuidado para as populações humanas; onde quer que você trabalhe; se é um trabalho clínico; se trabalho escolar; hospitalar; comunitário; empresarial.
As pessoas a sua volta, se você trabalha com pessoas, elas estarão vulneráveis. Então aprender sobre crise faz parte de construirmos diálogos possíveis sobre essas instâncias da vida; que acontecerão no pós-pandemia.
Então venha com a gente aqui no Instituto Aripe no Curso Intervenções em Crise. ( https://profissionais.aripe.com.br/intervencoesnacrise/)

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